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Home COVID-19

Variante Ômicron – a pandemia não tem fim?

Gonzalo Vecina por Gonzalo Vecina
2 de dezembro de 2021
0
Homem de máscara cirúrgica olha pra câmera sobre fundo cinza e azul
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Por estes dias foi anunciado o sequenciamento da VOC (Variant of Concern ou variante de preocupação, na sigla em inglês) identificada como B.1.1.529 e em seguida denominada com a letra grega Ômicron pela OMS – Organização Mundial de Saúde. A identificação foi realizada na África do Sul, que apesar de tudo tem um bom sistema de sequenciamento ligado ao sistema de saúde local.

Esta é a quinta VOC identificada no mundo nesta pandemia. As anteriores foram a Alfa em Londres, a Beta também na África do Sul, a Gama em Manaus e a Delta na Índia. No Brasil, as duas primeiras não causaram grande estardalhaço. Quando elas estavam ativas, a Gama reinava por aqui e também não se espalhou pelo mundo. Ficou na América do Sul e causou um monte de mortes. No Brasil, a primeira onda matou em torno de 200 mil pessoas e a Gama, em seguida, mais de 400 mil. No momento atual, fomos colonizados pela Delta, que de acordo com o sistema de rede genômica da Fiocruz, impera em mais de 90% do país.

A Gama tinha como característica a capacidade de se espalhar com facilidade e foi muito mortal. A Delta tem a mesma característica e por isso foi muito temida sua chegada no Brasil. Era esperado que ela fosse se comportar de maneira semelhante aqui, comparando com o que está realizando na Europa, Ásia e América do Norte, em que está sendo letal. Três são os componentes que facilitam sua ação no hemisfério norte – o frio que promove aglomerações em locais fechados, o negacionismo das vacinas e a capacidade infectante da Delta.

No Brasil, a Delta encontrou uma taxa de cobertura vacinal semelhante à de uma parte dos países da Europa (em torno de 60%) mas também muitos sobreviventes da Gama – se estima que 30% da população pode ter tido a Gama e os anticorpos desenvolvidos para derrotar a Gama devem estar nos protegendo contra a Delta. Essa é a hipótese mais provável para não estarmos vivendo o que se passa no hemisfério norte. Provavelmente existe lá também um componente de relaxamento no isolamento e no uso de máscaras, que está contribuindo para o aumento do número de casos.

Certo é que a cobertura vacinal em boa parte dos países estagnou em 60%, (Portugal é uma rara exceção) e nos países do leste europeu a cobertura está nos 30%. E na maioria dos países não é por falta de vacinas.

Nesse clima, com 5,2 milhões de mortes, um péssimo ambiente econômico e político, acontece o inevitável – a identificação da Ômicron. Por que inevitável? Porque, em um processo acelerado de produção de casos novos pela presença da Delta em regiões menos castigadas e com baixa cobertura vacinal, o aparecimento de novas variantes é esperado. 

Sempre que existe a reprodução do vírus, provavelmente ocorrem erros na cópia realizada. Se o erro tornar a cópia menos infectante, ela tenderá a desaparecer. Mas se a cópia tiver uma maior capacidade de infectar, de se espalhar, e de preferência, se não for mais letal, não matar o hospedeiro, a tendência é que ela se imponha em relação às outras variantes que estejam circulando.

O que ocorre no Brasil é que devemos ter algo em torno de 30% da população não protegida por vacina ou variante anterior e, nessas pessoas, quando as encontra (evento probabilístico), a Delta ocupa o espaço da Gama e produz a doença. Essa é a explicação para de 100 a 150 mortes que estamos tendo como média móvel diária.

No hemisfério norte, a questão é difícil pois estão tendo muitos casos e parte deles são de alguma gravidade. Até a Alemanha está com suas UTIs lotadas e precisou pedir auxílio à Itália. No Brasil, depois de todo o estrago da Gama, respiramos e sonhamos com festas e carnaval.

Mas aí surge a variante Ômicron. O que muda?

Ainda é muito cedo para concluir qualquer coisa, mas as informações da África do Sul são de que ela é muito infectante e produz uma doença mais leve. Sintomas de cansaço são os mais citados. Não há registros de mortes neste início de ocorrência. Mas no estudo das mutações revelou-se um vírus com cerca de 50 mutações a mais em relação às existentes. Cerca de 30 delas estão somente na proteína S da espícula, que é responsável pela penetração nas células. O nível de transmissão é maior e a virulência parece menor. Mas não temos certeza ainda.

E as vacinas? Como parte das vacinas – de RNAm (Pfizer, Moderna), vetor viral (AstraZeneca, Janssen) e de partícula proteica (Novavax) – se concentraram na proteína S, elas continuarão sendo eficazes? 

Perguntas ainda sem resposta, mas que estão merecendo um febril trabalho das grandes farmacêuticas e dos laboratórios de pesquisa que estão aprendendo como esse vírus funciona. Por hora, a conduta tem que ser expectante e muito cuidadosa. Não dá para reduzir o ritmo da vacinação. Temos que vacinar os jovens e as crianças e temos que manter o uso de máscaras, pelo menos em ambientes fechados e manter um distanciamento social nesses mesmos ambientes. Sem aumento da cobertura vacinal a algo próximo a 90%, não existe normalidade. E se impõe a requisição de algo que já exigimos em relação à febre amarela, que é o passaporte da vacina. A liberdade de não se vacinar põe em risco toda a população. O direito à vida se sobrepõe a todos os outros direitos e isso está claro em nossa lei maior.

De resto, temos que criar um vetor mundial, para auxiliar os países que não conseguem comprar vacinas a ter acesso a vacinas. É hora de criar uma corrente mundial de solidariedade para garantir que o mundo se proteja contra o Sars-Cov-2. E sobretudo temos que parar de destruir o mundo, ou vamos topar com outro bicho tentando melhorar sua existência e fazendo um spillover na esquina!

Em outras palavras, o fim da pandemia a nós pertence!

Tags: Covid-19ÔmicronPandemiavacinavariante
Gonzalo Vecina

Gonzalo Vecina

Médico formado na FM Jundiaí em 1977, mestre em Administração pela EAESP/FGV em 1986. Professor assistente da FSP/USP desde 1988. Fundador e presidente da Anvisa de 1999 até 2003. Secretário municipal de Saúde de São Paulo em 2003/2004. CEO do Hospital Sírio-Libanês de 09/2007 até 01/2016. Atualmente, dedica-se a atividades docentes na USP, no mestrado profissional da FGV e participa de alguns conselhos – Conselho Consultivo da Cristália, do Horas da Vida, da Fundação Faculdade de Medicina da USP, Conselho da Fundação José Luiz Egydio Setúbal. Coautor, com Ana Malik, do livro Gestão em Saúde, da editora GEN, já na segunda edição. Participa de palestras e consultorias sobre gestão em saúde e P&D&I.

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