
Com a proposta de iniciar um estudo para a implantação da cirurgia robótica no Hospital Dr. Miguel Soeiro, a Unimed Sorocaba promoveu o 1º Encontro de Cirurgia Robótica, em novembro, quando reuniu cerca de 50 médicos cooperados de diferentes especialidades. O evento trouxe exemplos de sucesso, dentro e fora do Sistema Unimed, e especialistas para falar dos diferenciais da tecnologia.
“Criamos um conselho com a participação de médicos cooperados para que seja feito um estudo detalhado para a implantação de cirurgia robótica, um procedimento que pode reposicionar o hospital como polo de alta complexidade em saúde no Brasil”, declarou Gustavo Ribeiro Neves, presidente da Singular, ao informar que a iniciativa é tema de discussão desde 2020.
“A cirurgia robótica traz uma série de vantagens tanto para os hospitais como para os pacientes, entre elas a redução do tempo de internação e a recuperação mais rápida, com menos efeitos colaterais para o paciente, o que significa menor uso de medicamentos”, disse Pérsio Campos Correia Pinto, coordenador do programa de Internato de Cirurgia da PUC-SP e do programa de cirurgia geral e digestiva do Hospital Santa Lucinda.

Para o ginecologista Marcelo Avella, a Medicina passa por um momento de adaptação, similar ao que aconteceu, há alguns anos, com a instituição da cirurgia laparoscópica. “Há dúvidas com relação ao custo, eficácia e aplicação que são normais para este momento. Mas este é um caminho sem volta e acredito que chegaremos a um cenário onde a cirurgia robótica será comum na rotina dos hospitais”, enfatizou.
Também palestraram: a cirurgiã robótica e laparoscópica Andreia Deus; o mestre em Uro Oncologia (AC Câncer Center) Deusdedit Cortez; Carlos Domene, professor Livre Docente de cirurgia FMUSP; e André Mortari Pla Gil, coordenador médico da equipe de Anestesia do Hospital São Luiz. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), 95 mil procedimentos robóticos acontecem anualmente no País.















