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Home Saúde

Mês do homem

Gustavo Gusso por Gustavo Gusso
27 de novembro de 2018
0
Mês do homem

Cropped shot of a handsome young man posing against a blue wall

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Novembro ficou conhecido como o “mês da próstata”. A iniciativa começou na Austrália em 2003, e esta época do ano foi escolhida porque 17 de novembro já era o “Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata”. Porém, a ação é cercada de controvérsias.

A ideia de prevenir doenças por meio de rastreamento, ou seja, de um exame feito em toda uma população definida, em geral pelo sexo e idade, é bastante atrativa. Entretanto, assim como no lançamento de um medicamento, toda ação em saúde, inclusive preventiva, deve ser realizada após estudos minuciosos. Os melhores estudos, tanto para testar medicamentos quanto exames preventivos são os chamados ensaios clínicos randomizados. Ou seja, um grupo escolhido aleatoriamente se submete a intervenção (medicamento ou exame), e o outro não se submete. O exame pode ser tanto um exame laboratorial quanto um exame físico. Esta informação por si só é pouco difundida. Muitas pessoas imaginam que por ser um “exame preventivo” sempre é bom. Mas pode não ser.

O antígeno prostático específico (PSA) foi descoberto e isolado no início da década de 70. Por ser produzido especificamente por esta glândula e por ter níveis aumentados na presença de câncer, anos mais tarde foi formulada a hipótese de que serviria para “diagnostico precoce” (antes de ter sintomas) de câncer de próstata. Porém, o diagnóstico precoce não é o fim em si mesmo. Espera-se que a pessoa que fez este diagnóstico viva mais e melhor do que quem não fez. Além disso, espera-se que resulte em poucos falsos positivos (exames que deram positivo, mas não havia de fato câncer) e pouco sobrediagnóstico (exames que deram positivo, tinha de fato câncer mas não traria consequências para a saúde da pessoa que morreria de outra causa). Em todos estes aspectos, o PSA apresenta problemas importantes. Isso porque muitos tumores de próstata são menos perigosos e no ato da realização do PSA não se sabe qual tumor vai ser detectado, o mais perigoso ou o menos perigoso. Como o menos perigoso é mais frequente, este acaba sendo o alvo principal e pode ser motivo de uma má notícia com consequências psicológicas, mas sem a certeza de que o tratamento traria de fato benefício.

Por isso, a maioria dos institutos de pesquisa desprovidos de viés intelectual ou comercial recomendam que o exame para detecção de câncer de próstata seja acompanhado de uma discussão dos riscos e benefícios. Nem sempre é fácil, pois envolve estatísticas e, não raro, fatores emocionais como medo. As principais recomendações desses institutos são:

-US Preventive Service Task Force (USPSTF):

  • Homens com menos de 55 anos: sem recomendação;
  • Homens entre 55 e 69 anos: a decisão de submeter-se ao rastreio periódico por meio do PSA para o câncer de próstata deve ser individualizada. Antes de decidirem se devem ser examinado, os homens precisam ter a oportunidade de discutir os potenciais benefícios e danos do rastreamento com o seu médico e incorporar os seus valores e preferências na decisão. O exame oferece um pequeno benefício potencial de reduzir a chance de morte por câncer de próstata em alguns homens. No entanto, muitos homens experimentarão danos potenciais, incluindo resultados falso-positivos que requerem testes adicionais e possível biópsia da próstata; sobrediagnóstico e sobretratamento; e complicações do tratamento, como incontinência e disfunção erétil. Ao determinar se este serviço é apropriado em casos individuais, os pacientes e médicos devem considerar o equilíbrio de benefícios e danos com base na história familiar, raça / etnia, condições médicas, valores dos pacientes sobre os benefícios e danos do exame, resultados do tratamento, dentre outras necessidades de saúde. Os médicos não devem solicitar exames para os homens que não expressam uma preferência pelo rastreamento;
  • Homens com mais de 70 anos: não recomenda fazer o rastreamento com PSA nesta faixa etária.

-Instituto Nacional do Câncer (INCA): Por existirem evidências científicas de boa qualidade de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício, o Instituto Nacional de Câncer mantém a recomendação de que não se organizem programas de rastreamento para o câncer da próstata e que homens que demandam espontaneamente a realização de exames de rastreamento sejam informados por seus médicos sobre os riscos e provável ausência de benefícios associados a esta prática.

O Journal of the American Medical Association (JAMA) realizou um vídeo para explicar os potenciais riscos e benefícios com base nos estudos do USPSTF que está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=jw8i43LzdWk. Uma outra forma de visualizar os resultados dos estudos é por meio de pictogramas como o que está disponível em https://www.harding-center.mpg.de/en/fact-boxes/early-detection-of-cancer/prostate-cancer-early-detection (ver figura 1). Mas não é fácil traduzir a linguagem da estatística para uma decisão compartilhada entre profissionais e pacientes. O ideal seria focar grandes campanhas para temas sem tanta controvérsia, como consumo moderado de álcool, alimentação saudável, atividade física ou cessação do tabagismo.

FONTES:

U.S. PREVENTIVE SERVICES TASK FORCE. Final Recommendation Statement: Prostate Cancer.

INCA. Próstata: Detecção precoce.

Tags: Combate ao câncer de prostataDisgnósticoINCAMês do HomemPrevenção CâncerSobrediagnósticoSobretratamento
Gustavo Gusso

Gustavo Gusso

Gustavo Gusso é graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e médico de Família pelo Grupo Hospitalar Conceição (RS). Também é mestre em Medicina de Família pela Universidade de Western Ontário (Canadá) e doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo, onde é professor de Clínica Geral e Propedêutica. Além de ser ex Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, e editar o Tratado feito sobre o assunto.

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