Inteligência Artificial no diagnóstico

Tempo de leitura: 3 minutos(Atualizado em: 14 de maio de 2020)

Conhecidas pelo nome de Inteligência Artificial, essas tecnologias já são testadas com sucesso na área da saúde, abrindo caminho para o que pode ser uma revolução na prática médica.

Conheça abaixo 6 usos de Inteligência Artificial para o apoio ao diagnóstico:

 

Câncer

Pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC) e da Harvard Medical School (HMS), nos Estados unidos, desenvolveram uma forma de “treinar” computadores para que eles consigam identificar tumores malignos a partir de imagens digitalizadas.

Em um teste utilizando imagens de linfonodos, o software fez o diagnóstico correto em 92% dos casos, aproximando-se à precisão de um patologista, de 96%. O índice de acerto subiu para 99,5% quando a análise foi feita em conjunto pelo computador e por um médico.

O software Watson, da IBM, também vem sendo usado para o diagnóstico de câncer.

 

Estresse pós-traumático e depressão

“Ellie” é o nome de um programa de computador criado por pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. O software faz perguntas aos pacientes e, nas respostas, consegue identificar possíveis sinais de transtorno pós-traumático, depressão e outras condições médicas. A análise é feita a partir das respostas verbais, expressões faciais e entonações da voz.

Uma das vantagens do uso de máquina é que os pacientes se abrem mais quando sabem que estão conversando com um programa de computador, sem controle humano. O resultado foi identificado a partir de estudo randomizado com 239 pessoas.

 

Sepse

Em Curitiba, o Hospital Nossa Senhora das Graças reduziu em 63% os casos de sepse com o uso de uma tecnologia de Inteligência Artificial chamada Robô Laura, capaz de aprender quais são os indícios de septicemia e identificar precocemente os pacientes em maior risco.

A cada 3,8 segundos, a ferramenta faz a leitura dos exames e sinais vitais dos pacientes internados. Quando o robô encontra possíveis indícios de sepse, emite para a equipe de cuidado um alerta com o número do leito. A mensagem é exibida nos televisores disponíveis nos postos de atendimento e enviada para os profissionais por e-mail.

 

Retinopatia diabética

Pesquisadores do Google, de centros de pesquisa da Índia e de universidades da Califórnia e do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveram um software capaz de detectar retinopatia diabética, principal causa mundial de perda de visão. Para identificar a doença, o algoritmo foi treinado a partir de aproximadamente 128 mil imagens de diagnósticos feitos previamente.

Em dois testes com mais de 10 mil imagens de retinas, o software alcançou sensibilidade de 87%-90% e especificidade de 98%. Os valores superam as diretrizes geralmente recomendadas para a triagem da doença, de 80% para ambas.

 

Esquizofrenia

Pesquisadores americanos, brasileiros e argentinos utilizaram um software de processamento de linguagem natural (NLP na sigla em inglês) para diagnóstico de 34 adolescentes com alto risco de desenvolver psicoses. O programa analisou, semântica e sintaticamente, as transcrições de entrevistas trimestrais feitas durante dois anos e meio.

Entre os adolescentes estudados, cinco desenvolveram esquizofrenia. O programa conseguiu prever a doença em 100% dos casos, superando a classificação das entrevistas clínicas. O resultado do estudo está disponível na área de periódicos parceiros da revista Nature.

 

Fraturas

Enlitic, startup do Vale do Silício, desenvolveu um software para localizar traumas em radiografias. A ferramenta vem sendo testada por médicos na Austrália.

De acordo com a empresa, a tecnologia é capaz de detectar fraturas do tamanho de 0,01% do raio-X. Os locais das lesões são representados por meio de mapas de calor. O software também faz a leitura de tomografias computadorizadas de tórax para identificar possíveis cânceres de pulmão.

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