Se você deseja comprar um carro, uma casa, fazer uma reforma ou viagem, o consórcio por meio de cooperativas pode ser uma boa opção para a realização do seu sonho. Autorizadas e fiscalizadas pelo Banco Central, as administradoras de consórcios disponibilizam essa opção para aquisição dos mais variados bens e serviços.
Para quem não sabe, o consórcio é caracterizado por um grupo de pessoas que se reúne com a finalidade de formar uma poupança para uma compra específica. “Nesse sistema, o valor do bem ou serviço é diluído em um prazo predeterminado e todos os integrantes do grupo contribuem ao longo desse período. Mensalmente (ou conforme estipulado em contrato), a administradora os contempla com o crédito no valor do bem ou serviço contratado até que todos sejam atendidos”, esclarece Jocimar Martins, gerente técnico da administradora de consórcios do Sicredi.
E quais são as vantagens?
O grande diferencial dos consórcios em relação a um financiamento é a ausência de juros, que pode tornar essa opção mais vantajosa financeiramente e colaborar com o planejamento financeiro do comprador. Há, entretanto, cobrança de taxa de administração – como falaremos melhor abaixo. Outro ganho diz respeito às parcelas, que costumam apresentar valores mais baixos.
Para Walter Franco, professor de economia do Ibmec SP, mesmo sem essa intenção, eles acabam tendo um papel como “educadores financeiros” da população. “Isso acontece porque, ao contratar um consórcio, o consorciado passa a se planejar para todo mês honrar os seus compromissos, o que acaba sendo positivo no planejamento financeiro de médio e longo prazo.”
Além de estarem disponíveis para a aquisição dos mais variados bens e serviços – que abrangem, por exemplo, veículos leves e pesados, imóveis urbanos e rurais, bens náuticos, cirurgias plásticas, reformas e viagens -, Renan Pereira Carneiro, supervisor comercial de Produtos e Serviços do Sicoob, explica que os consórcios feitos por meio de cooperativas podem se destacar por apresentarem uma taxa de administração mais baixa e um número maior de contemplados por mês.
O que observar nessa escolha
Para garantir que você fará uma boa escolha, entretanto, é preciso ficar atento a alguns pontos. Primeiramente, é preciso ter a consciência de que você pode ser um dos últimos a serem contemplados – e isso faz parte do consórcio. Com isso em mente, pode dar início ao seu processo de pesquisa.
Antes de fechar o negócio, é importante analisar diferentes consórcios oferecidos por instituições sólidas, orienta Franco. Para isso, é essencial procurar uma administradora autorizada pelo Banco Central.
Depois, será preciso comparar as taxas de administração e fazer as contas, para saber qual instituição oferece as melhores condições. Outra taxa presente é a de fundo de reserva, valor cobrado para cobrir eventuais insuficiências financeiras do grupo de consórcio. “Se esse valor não for utilizado, entretanto, ele pode ser devolvido ao final do período”, explica Carneiro.
Além disso, é necessário conhecer os requisitos – sabendo que você precisará passar por uma análise de crédito – e ter clareza nas condições estabelecidas. Em relação às finanças pessoais, é preciso planejar os gastos para ter certeza de que dará conta das parcelas sem prejudicar o orçamento.
Para saber mais sobre como escolher o seu consórcio, Martins indica as orientações da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), que você pode conferir aqui.


















