Para quem tem direito ao saque, a entrada do dinheiro do PIS/Pasep pode ser a chave para tirar alguns projetos do papel. Quem foi funcionário público ou teve carteira assinada nas décadas de 70 e 80 poderá receber o benefício graças à nova lei, sancionada pelo presidente Michel Temer, que amplia o direito aos saques para beneficiários de todas as idades.
Quem trabalhou entre 1971 e 1988 poderá receber o benefício – antes, era permitido apenas para maiores de 60 anos e aposentados. Entretanto, com as novas regras, quem contribuiu após o dia 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Com a promulgação da nova Constituição, o dinheiro passou a ser destinado para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), responsável abono salarial e o seguro-desemprego.
O pagamento será realizado em todas as cidades entre 14 de agosto e 28 de setembro. Quem tem conta na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil terá os valores disponíveis a partir do dia 8 de agosto. Para mais informações sobre prazos, documentação e número do benefício, clique aqui.
Planeje-se para utilizar o benefício
Neste momento, é fundamental planejar o uso do valor considerando sua situação financeira atual. Caso você tenha muitas dívidas, considere utilizá-lo para o pagamento das contas. Aqui, é preciso analisar todas e priorizar as essenciais, que correspondem aos serviços que podem ser cortados, e os que possuem as maiores taxas, como cheque especial e cartão de crédito.
Se esse não for o caso, o saque pode ser usado para a realização de sonhos – individuais, da família ou profissionais. É possível empregar esse valor extra para investimento em sua clínica ou consultório, como na compra de um novo equipamento ou em uma pequena reforma. Outra possibilidade é o investimento em algum curso de especialização. Mas fique atento: por tratar-se de dinheiro extra, o benefício poderá facilmente ser gasto com supérfluos, e não para a conquista de objetivos que realmente agregam valor.
“É importante estabelecer pelo menos três sonhos: um de curto prazo (até um ano), um de médio prazo (entre um e dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos) – que pode ser uma aposentadoria sustentável”, comenta Cátia Vita, advogada de direito previdenciário.

Utilize o dinheiro para realizar os seus sonhos
Saber utilizar o dinheiro recebido para alcançar os seus sonhos é uma forma sábia de gastá-lo. Afinal, você trabalhou durante anos para conquistar esse benefício. Para isso, planeje formas de investi-lo enquanto os planos ainda estão sendo elaborados. Isso porque existe um custo de oportunidade em deixar o dinheiro parado.
Ao receber o dinheiro, faça três perguntas: qual o valor do seu sonho? Quanto tempo precisa para realizá-lo? Quando está disposto pagar por isso? Ao saber as respostas, fica mais fácil traçar os caminhos para alcançá-lo. Assim, você saberá exatamente quais serão os seus próximos passos caso queira abrir um consultório próprio, por exemplo.
“Faça orçamentos e, caso exista conflitos entre a quantia disponível e o valor do orçamento, faça modificações nos seus planos. Pesquisar é sempre uma excelente dica para quem quer economizar e, com um tempo para estruturar o seu plano, é possível fazer isso com bastante calma e avaliar boas oportunidades”, pontua Francis Wagner, CEO e fundador do App Renda Fixa.
Procure pelos melhores investimentos
Se você pretende utilizar o benefício para estruturar planos de longo prazo, como uma aposentadoria, é importante escolher bem o tipo de investimento. Considere fazer um plano de previdência privada e fique de olho também em investimentos de renda fixa, como CDB, LCI e LCA, que possuem a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para valores de até R$ 250 mil por CPF. Outra opção são os Títulos do Tesouro Direto, que são lastreados no Tesouro Nacional.
“Essa pode ser uma excelente estratégia. Para que isso ocorra da melhor forma possível, avalie qual o seu perfil de risco e pense nos objetivos para aquele dinheiro. Com isso, fica mais fácil escolher o produto financeiro. E lembre-se: a rentabilidade nunca deve ser o único critério de decisão na hora de escolher um investimento”, conclui Wagner.


















