A internet é a forma mais usada para pesquisar profissionais com boas referências. Por isso, ter um site funcional fará com que sua clínica ou consultório seja encontrado e, além disso, ajudará a gerar mais autoridade – afinal, quanto mais os pacientes conhecerem seu trabalho, mais confiarão. As dicas a seguir mostram como ter um site efetivo em aumentar o número de agendamentos e ampliar os resultados.
Seja claro
Um bom site deve atender a todo tipo de potencial paciente e, por isso, deve ter informações claras e precisas. “Geralmente, as pessoas acessam os sites de vários profissionais para comparar e avaliar. Por isso, o ideal é que esses dados possam ser facilmente acessados”, diz Pedro Calvo, CMO do iMedicina. Uma boa dica é deixar as principais informações na página inicial.
Pense na experiência do paciente
“No momento da criação do site, pense nas necessidades do público: o que ele irá procurar no site? Qual a melhor forma de expor essa informação? A página está confusa ou está intuitiva?”, ensina Mariana Thomaz, especialista em marketing digital da iClinic.
Essas perguntas ajudarão a chegar em um resultado agradável. Thomaz enumera, ainda, outros elementos que proporcionam uma experiência agradável, como uma página inicial atraente e explicativa, barra de navegação para que o visitante tenha acesso a todas as páginas facilmente, layout bonito, “clean” e letra dos textos legível.
Cuidado com as recomendações do Conselho Federal de Medicina
O CFM tem padrões éticos rígidos no que se refere à publicidade médica – o que inclui a comunicação nas plataformas digitais –, que podem ser encontrados na Resolução 1.974/2011. Por isso, o site deve conter o nome completo do médico; o registro do profissional junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM); o nome da(s) especialidade(s) para a(s) qual(is) o médico se encontra formalmente habilitado (no máximo duas), se considerado pertinente; o número de registro de qualificação de especialista (RQE), se ele o for. “O ideal é fazer uma leitura atenta da Resolução e cumprir com o que é exigido na hora de fazer seu site”, recomenda Thomaz.
Considere um formulário de agendamento
Segundo dados do iMedicina, 30% dos agendamentos realizados através de seu sistema são feitos fora do horário comercial – algo possível graças ao autoatendimento. Essa modalidade é especialmente popular entre pacientes mais jovens. Para a tática ser efetiva, é preciso deixar o formulário em um local de fácil acesso. “Quanto menos cliques o usuário fizer, mais fácil de aderir ao serviço. Se tiver um formulário em qualquer página interna que ele estiver acessando, a chance de agendar a consulta é bem maior”, afirma Georgios Theodoridis, estrategista de marketing digital e designer digital da MedConsulting.
Registre um domínio “.com.br”
Por ser paga, muitos profissionais acabam pulando essa etapa. No entanto, um domínio registrado é sinônimo de credibilidade. Embora exista o “.med.br”, voltado para médicos, o “.com.br” é o mais utilizado no Brasil e, portanto, mais relacionado a marcas sérias. De acordo com o site Registro.br, onde o procedimento deve ser realizado, o preço é de R$ 40 ao ano.
Leve o SEO em consideração
SEO nada mais é do que uma sigla para Search Engine Optimization, ou seja, otimização para mecanismos de busca. Trata-se de uma série de técnicas para otimizar sites para que eles fiquem bem posicionados nos buscadores. “Por exemplo, ele pode garantir que seu site esteja na primeira página no Google quando alguém procurar por você e sua especialidade”, ensina Thomaz.
Existem algumas dicas para ter um bom SEO. O site precisa ter, ao menos, 1.000 caracteres escritos e intercalados por imagens, para que a leitura não seja cansativa. Sempre que possível, os textos devem conter palavras-chave para seu consultório, como seu nome, nome da clínica, especialidade e procedimentos que você realiza.
Tenha um site responsivo
“Responsividade é a capacidade da página do seu site se adaptar de acordo com a tela em que ele está aparecendo. Por exemplo, seu site pode se ajustar automaticamente e ficar bonito e legível tanto no computador quanto no celular”, resume Thomaz. Segundo o IBGE, mais da metade das buscas no Brasil já são feitas pelos celulares, e ter um site que se adéqua às telas menores é fundamental para garantir a boa experiência do paciente. Além disso, buscadores como Google dão preferência para sites responsivos, aumentando as chances de se obter um bom posicionamento.
Escolha o profissional certo
Contratar um designer, desenvolvedor ou uma agência para desenvolver o site de seu consultório ou clínica é um investimento que se justifica no longo prazo – afinal, ele será de suma importância para atrair novos pacientes. “Uma boa dica é olhar seu portfólio. Se você gostar do serviço que ele prestou para outro profissional, a tendência é que o resultado de seu site também agrade”, orienta Calvo. Para o especialista, é interessante procurar desenvolvedores que tenham experiência com páginas de profissionais da saúde, pois eles entenderão as especificidades.
Se necessário, faça você mesmo
Quando o orçamento é curto, uma das possibilidades é tentar fazer o site por si – afinal, é melhor ter um endereço virtual, mesmo que simples, do que não tê-lo. “Criar o site sozinho – utilizando uma ferramenta de construção de sites –, pode parecer uma boa ideia para quem quer começar rápido e com baixo valor de investimento. Essas plataformas costumam incluir, em um mesmo preço, o valor da ferramenta de criação e da hospedagem. E, por serem indicadas para qualquer pessoa, não exigem habilidades técnicas”, aponta Thomaz.
Entre as opções, a especialista indica Wix, Webnode e Yola. Há ainda o WordPress, muito utilizado em blogs graças à sua intuitividade. O revés é que, caso você queira trocar a plataforma onde ele foi construído, terá que começar o site do zero em outro local.
O faça você mesmo, no entanto, exige tempo e dedicação. “É preciso uma boa disponibilidade para aprender, só assim o site dará resultados e contribuirá com o crescimento do consultório ou clínica”, alerta Calvo.



















