Com um currículo expressivo, Aod Cunha é o novo conselheiro externo da Seguros Unimed. Entre suas funções, ele tem como objetivo reforçar a governança corporativa e a gestão da Seguros Unimed. Aod já exerceu o cargo de secretário de Finanças do governo do Rio Grande do Sul (2007 a 2009), além de ter passagem pela BTG, JP Morgan, Banco Pan e Banrisul. Ele assume o cargo ao lado de Ana Fontes, que também será conselheira da Seguradora.
O novo conselheiro externo revelou qual será seu papel na nova empreitada. “Colaborar nas frentes de análise macroeconômica, finanças e estratégia de negócios para que a Seguros Unimed possa continuar a crescer com boa gestão de riscos”. Confira a entrevista exclusiva que ele concedeu ao Conexão Unimed:
Como recebeu a notícia de poder fazer parte do Conselho de Administração da Seguros Unimed?
Aod Cunha: Com muita alegria. É uma empresa que vem crescendo muito e com preocupação de sempre evoluir na qualidade da sua governança. Além disso, tenho muita admiração por todo o Sistema Unimed.
Qual será seu principal papel no Conselho da Seguros Unimed?
Aod: Creio que vou colaborar nas frentes de análise macroeconômica, finanças e estratégia de negócios para que a Seguros Unimed possa continuar a crescer com boa gestão de riscos.
Como vê o desempenho do setor de saúde e seguros nestes tempos de pandemia?
Aod: Com oportunidades novas, mas também desafios. A demografia e as limitações na oferta de saúde pública já sinalizavam um aumento estrutural na demanda pela medicina suplementar e, da mesma forma, no segmento de seguros ligado ao setor da saúde. Creio que a pandemia chamou a atenção das pessoas para a importância relativa de um bom atendimento de saúde nas suas vidas. Do outro lado, a pandemia também colocou em destaque como um bom controle dos níveis de sinistralidade das operadoras dos planos de saúde é crítico para uma boa saúde financeira das empresas do setor.
Quais são suas expectativas de retomada de investimentos para os próximos anos?
Aod: Acho que continuaremos a ver investimentos crescentes, principalmente, na direção de consolidação de grandes players nacionais. Como foi a tendência dos últimos dois anos.
Como os setores de saúde e do securitário podem fazer parte dessa recuperação?
Aod: Como comentei anteriormente, não só por conta da pandemia, mas por características estruturais ligadas à demografia e a estrutura da oferta de serviços de saúde no Brasil, creio que a demanda e investimentos nos dois setores serão crescentes — no caso de seguros, ainda com o adicional de que o nível de gasto com seguros/PIB no Brasil ainda é baixo em níveis internacionais.
Na sua opinião, quais são os três principais fatores que influenciam diretamente na solidez de um negócio?
Aod: Visão clara de longo prazo, boa governança e bom sistema de gestão de riscos.
Você traz uma grande bagagem, como ex-secretário da Fazenda, diretor e conselheiro de diferentes corporações. Já pensou em estratégias e sugestões para apresentar aos demais integrantes do Conselho da Seguros Unimed?
Aod: Sempre é possível trazer boas práticas de estratégias e gestão de outros setores e empresas. Minha prioridade, agora, é me aprofundar sobre as estratégias atuais já em curso na Seguros Unimed, seu modelo de gestão de riscos e então poder colaborar no aprimoramento dessas frentes.
















