Plantões e horas de trabalho a fio – a rotina do profissional da saúde é tão intensa que sobra pouco tempo para organizar aspectos pessoais, como a vida financeira. Porém, assim como acontece com as contas do consultório, também é importante cuidar do planejamento financeiro pessoal.
“Ele permite que você se antecipe aos fatos, pois é com ele que se faz uma previsão de médio a longo prazo do que pode acontecer nas contas, permitindo a organização financeira”, afirma Cleber Zanetti, professor de gestão financeira da IBE-FGV.
Isso significa poder se adaptar a adversidades que possam surgir. Por isso, o bom planejamento financeiro, acima de tudo, preza por trazer segurança financeira. “Ele é feito de acordo com as suas necessidades. Então, na verdade, um bom planejamento é a verificação real das necessidades financeiras da pessoa e o ajustamento do recurso financeiro a essas necessidades”, diz a coach financeira Soraya Salomão.
Como fazer um bom planejamento financeiro
Para planejar o futuro, é preciso entender o passado. “O primeiro passo é levantar o histórico recente de ganhos e de despesas”, orienta Zanetti. Com esses dados em mãos, você poderá fazer uma previsão de quanto deve ganhar e gastar nos próximos meses – o professor recomenda que se planeje de 6 a 12 meses, com base nessas informações e considerando sazonalidades, como férias, datas especiais e outras despesas que surjam apenas em algumas partes do ano.
É preciso ser realista. O excesso de otimismo pode prejudicar a tarefa, pois, quando se estima mais ganhos ou menos gastos do que a realidade, corre-se o risco de entrar em situações complicadas. E nem é preciso pensar no surgimento de grandes imprevistos: basta que as despesas sejam calculadas sem o devido cuidado.
Se pensarmos em alguém que ganhe R$ 5 mil por mês, mas que as despesas calculadas também correspondam a R$ 5 mil mensais, observa-se que não há mais espaço no orçamento. “Caso essa pessoa tenha esquecido de incluir um gasto frequente neste cálculo, pode ser que ela entre no cheque especial todo mês sem se dar conta do motivo”, alerta Salomão.
Estes gastos devem ser controlados de maneira sistemática – afinal, a mente não consegue guardar cada ponto da vida financeira ao mesmo tempo em que precisa dar conta de todas as questões do cotidiano. “Senão fica uma situação muito solta e você acaba gastando demais, sem saber o que está fazendo”, aponta Salomão.
Uma planilha básica é suficiente para fazer este controle. Dedique-se à tarefa toda semana, para não acumular muito trabalho e acabar deixando passar algo. Outra vantagem de anotar os gastos nessa frequência é poder analisar mais de perto quais despesas podem ser cortadas.
Quem tem dificuldades com programas de computador, ou sente que não terá disciplina suficiente, pode lançar mão de aplicativos que facilitam o controle do orçamento de maneira intuitiva, como o GuiaBolso, Minhas Economias e Organizze.
Com um bom planejamento financeiro, será possível alimentar uma reserva de emergência, que servirá para cobrir os custos de imprevistos, como eventuais consertos, problemas de saúde, entre outros. “Para que você tenha uma segurança financeira, o ideal é guardar 12 vezes o valor das suas despesas mensais”, recomenda Salomão.
Para concretizar todos estes passos, nada como ter a ajuda de um profissional. “As pessoas deveriam procurar uma orientação financeira profissional pelo menos uma vez na vida”, aconselha a coach financeira.
A Seguros Unimed oferece a Assistência Orientação Financeira, onde o segurado recebe conselhos personalizados sobre orçamento pessoal, como realizar boas escolhas financeiras, planejamento de aposentadoria, entre outros.
7 dicas para o planejamento financeiro perfeito
Soraya Salomão resume seus ensinamentos financeiros em sete passos muito importantes:
- reveja seus objetivos de vida, escolhendo como será o seu futuro;
- realize o levantamento de suas entradas financeiras;
- realize o levantamento de todos os seus gastos;
- defina necessidade de compras e consumos antes de realizá-los;
- caso tenha dívidas, planeje seu pagamento para que caibam no orçamento;
- invista parte de seus ganhos;
- observe os pequenos gastos e elimine aqueles que não estão de acordo com seu orçamento mensal.



















