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Home Espaço do Médico

Inovação e eficiência – mundos antagônicos?

Gonzalo Vecina por Gonzalo Vecina
9 de janeiro de 2020
0
Inovação e eficiência – mundos antagônicos?
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De acordo com o trabalho divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), os preços dos planos individuais subiram 382% em 18 anos, muito acima da inflação (IPCA), que subiu 208%. No mesmo trabalho, o Ipea aponta que os preços dos planos de saúde subiram bem mais no período que a renda média dos trabalhadores, como consta no gráfico a seguir.

Plano de saúde X renda do trabalho — Foto: Reprodução/Ipea

Essa variação é fruto da própria inflação da área da saúde, que é maior que a inflação geral na sociedade, mas, com certeza, também, é oriunda do que nesse setor se chama sinistralidade, ou seja, o consumo de serviços de saúde.

O consumo de serviços de saúde na assistência suplementar é muito superior ao do setor público (o que não é surpreendente, dadas as condições de funcionamento do SUS) e ao dos países da OCDE.

Um dos dados mais alarmantes diz respeito ao consumo de exames de ressonância magnética nuclear – o consumo na AMS brasileira é de 135 exames/1.000 beneficiários/ano, enquanto que, em média, a OCDE consome 40 exames/1.000 beneficiários/ano! Na Alemanha, esse indicador é de 22. Esse fenômeno pode ser visto também nas taxas de consumo de outros exames, no consumo de internações e de consultas médicas.  Certamente, tal consumo não redunda em um cuidado melhor e pode, inclusive, gerar sobre o diagnóstico nefastas consequências.

A crise que o país está vivendo custou uma diminuição no número de segurados em menos de 1% (três milhões em 50 milhões de beneficiários). Pode ser uma perda pequena, mas o fenômeno não mensurável é o do downgrade, que redundou em recontratações de planos mais baratos, o que, em médio prazo, trará problemas de rejeição dos planos recontratados em comparação com os anteriores. Ou seja, em curto e médio prazo, agudizar-se-ão questões relativas à qualidade dos serviços prestados. E não se pode relevar o fato de que 82% dos planos contratados são coletivos e, portanto, oferecidos por empresas como parte da cesta de benefícios, mas isso se transforma em um custo a ser suportado pelas empresas, que vêm percebendo esse impacto em seu processo produtivo. A migração para planos mais baratos é um primeiro movimento.

A crise deslocou o modelo assistencial não para a busca de um modelo mais racional, mas sim para um mais barato – menos opções, mas ainda assim com relações de consumo ainda não controladas! Às vezes, com a introdução de co-pagamento, que é um fator positivo e deverá permitir uma discussão melhor para sua introdução mais universal. O copagamento é um importante componente para a gestão do acesso, pois o paciente/cliente passa a fazer parte da equação do consumo, mas este é apenas um componente a mais. Outros devem ser introduzidos – atenção primária, ações de promoção e proteção da saúde, regulação de acesso, organização de linhas de cuidado, usar a governança clínica, intensificar o uso de ferramentas digitais no cuidado, humanização da atenção, integralidade da atenção, etc. Na verdade, é preciso gerar uma intervenção sistêmica, e não pontual.

O conjunto de ações a serem desenvolvidas está voltado para aumentar a eficiência do sistema, assim, reduzindo a sinistralidade, por um lado, mas melhorando o cuidado, por outro. Não pode ser um movimento apenas preocupado com a eficiência, tem de ser preocupado, também, com melhorar o cuidado! A resultante do processo necessita ser, antes de tudo, um cliente mais satisfeito.

Então, é aí que entra a inovação. A grande maioria dos desafios aqui propostos não é processos estabelecidos. Em sua maior parte, eles são muito transformadores do modelo de atenção que se utiliza hoje e exigem um alto grau de envolvimento e de desenvolvimento de novos modelos de prestar serviços de saúde.

Talvez, um dos aspectos mais revolucionários diga respeito à gestão do processo de incorporação de tecnologia e do regramento de seu acesso de forma transparente e que seja claro, para os clientes, que não se trata de negar acesso, mas sim de, em benefício de todos, criar um modelo mais racional de acesso. A gestão do acesso à tecnologia é praticamente inexistente na rede privada – tudo é automaticamente incorporado a partir de sua introdução na TUSS, pela ANS, que o faz automaticamente. Não existe um processo de análise e muito menos de como regular o acesso (desenho de protocolos, por exemplo).

Também, há barreiras regulatórias, como no caso da telemedicina, da inteligência artificial, do uso mais intensivo da digitalização, mas o fato é que, sem a prática, não existirá uma regulação efetiva, somente, coerção, como ocorreu recentemente com a norma editada e cancelada pelo CFM em relação à telemedicina. Se os médicos não forem capazes de propor um modelo de uso dessas novas e incontornáveis ferramentas, não será um organismo burocrático e distante do processo de gerir a atenção que o fará.

Inovar é muito mais do que usar novas tecnologias, exige, também, um espírito preocupado com melhorar a relação com o cliente por meio de melhores entregas e, sobretudo, em saber conjugar inovação com eficiência.

Tags: Eficiência do SistemaInovaçãoPlanos de SaúdeSaúdesaúde suplementarSeguro SaúdeSUSTecnologiatelemedicina
Gonzalo Vecina

Gonzalo Vecina

Médico formado na FM Jundiaí em 1977, mestre em Administração pela EAESP/FGV em 1986. Professor assistente da FSP/USP desde 1988. Fundador e presidente da Anvisa de 1999 até 2003. Secretário municipal de Saúde de São Paulo em 2003/2004. CEO do Hospital Sírio-Libanês de 09/2007 até 01/2016. Atualmente, dedica-se a atividades docentes na USP, no mestrado profissional da FGV e participa de alguns conselhos – Conselho Consultivo da Cristália, do Horas da Vida, da Fundação Faculdade de Medicina da USP, Conselho da Fundação José Luiz Egydio Setúbal. Coautor, com Ana Malik, do livro Gestão em Saúde, da editora GEN, já na segunda edição. Participa de palestras e consultorias sobre gestão em saúde e P&D&I.

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