
O avanço dos eventos climáticos extremos está transformando profundamente a dinâmica do mercado de seguros global. Diante desse cenário, o setor precisa migrar de uma análise baseada em dados históricos para a adoção de modelos prospectivos, com destaque para os seguros paramétricos. A análise é de Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed.
O que é Seguro Paramétrico e como ele funciona?
Diferente do modelo tradicional, que depende de uma vistoria pós-sinistro para avaliar os prejuízos reais, o seguro paramétrico é acionado automaticamente quando um índice predefinido (parâmetro) é atingido.
Durante o painel “Escala x Credibilidade: o dilema central dos mercados ambientais”, Helton Freitas utilizou um exemplo prático para ilustrar a modalidade: “Eu defino que, se chover naquele local 200 mm em 24 horas, eu vou fazer o pagamento do seguro”, explicou.
Essa abordagem traz mais agilidade e previsibilidade para a proteção financeira de setores vulneráveis ao clima, como o agronegócio, a infraestrutura e a gestão urbana.
Sustentabilidade na Prática e Apoio à Biodiversidade
Para ele, a preservação ambiental exige ações concretas. Ele citou o programa de monitoramento de RPPNs que foi apresentado, pela Seguradora, na COP30, em parceria com a 6 BIOS e a Fundação Biodiversitas. Por meio de métricas auditáveis, estamos compensando mais de 500 toneladas de CO2 ao ano e protegendo áreas estratégicas.
Parceria com a Fundação Biodiversitas
Como parte de suas frentes de atuação ambiental, a Seguros Unimed apoia ativamente a Fundação Biodiversitas. A instituição é responsável por:
- Gerenciar cinco áreas protegidas no país.
- Resguardar mais de três mil hectares de vegetação nativa.
- Atuar diretamente na recuperação populacional de espécies ameaçadas de extinção, como a Arara-azul-de-lear.


















