Luis Fernando Rolim Sampaio, diretor Executivo de Provimento da Seguros Unimed, foi um dos convidados do Conselho Federal de Medicina (CFM) para compor a mesa redonda “Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) – Precisamos normatizar?”. O debate foi realizado durante o IV Fórum da Comissão de Saúde Suplementar da organizadora, na última segunda-feira (19), na sede da autarquia, em Brasília (DF).
“Tivemos a presença das principais entidades médicas do país. Foi uma mesa interessante, a primeira do evento. Fizeram um quiz, na hora, com as pessoas que estavam participando. E dois terços votaram a favor de ter uma regulação, uma padronização, um protocolo. É um avanço”, disse. “É importante fazer essa costura e acho que estamos em um bom momento para tentar fazer uma movimentação positiva”, completou.
Cuidado x custos
Ainda de acordo com Rolim, tratando-se especificamente de custo assistencial em OPME, há uma constância nos valores. Entretanto, apesar de os mecanismos utilizados atualmente funcionarem nos últimos anos, ainda há necessidade de uma padronização para evitar tensão entre todas as partes envolvidas no processo. Para ele, inclusive, a Seguradora do Sistema Unimed pode ser um espelho quando se trata do tema.
“Temos um grau de estabilidade no crescimento do custo médio, mas com uma tensão entre auditoria, médicos, prescritores e solicitação, além de um volume enorme de juntas médicas”, ponderou. O próprio exemplo da Seguros Unimed, no sentido de ter fornecedores homologados, seguindo o Selo Pró-Ética para ter certeza de que são equipamentos e materiais de primeira linha ajuda numa discussão mais ampla”, completou.
Protocolo x judicialização
Na ocasião foi elaborado um documento com “um conjunto de iniciativas para proteger e promover as boas relações entre médicos e operadoras e a saúde dos brasileiros”, dentro das seguintes medidas: estruturantes; auditoria e judicialização; e contratualização. O objetivo é que todos os segmentos envolvidos — empresas, prestadores de serviços, pacientes, gestores e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) — estejam alinhados em propósitos comuns.
“Queremos oferecer o melhor ao cliente, mas temos que olhar custos. É um encaminhamento com uma proposta de criar algumas comissões para tentar padronizar, junto com as entidades médicas, o setor assegurador, por quem compra o serviço, a ANS e a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. E a minha sugestão foi, inclusive, de inserir o Judiciário. Porque não adianta a gente acertar e publicar um protocolo médico, se o juiz não aceitar”, finalizou.
















