As perspectivas públicas e privada na saúde, para garantir sustentabilidade no setor, foi debate de um dos painéis da 52ª Convenção Nacional Unimed, realizada de 3 a 5 de outubro, em Brasília. Entre os assuntos que estiveram em pauta estão: revisão de políticas, destaques e desafios do Sistema Único de Saúde (SUS), sinistralidade, judicialização e planos de saúde.
“Nós precisamos ter olhar atento para algumas questões que envolvem a saúde pública e suplementar. Uma delas é definir, com clareza, quais são os limites de atuação do sistema de saúde e articulação das políticas públicas”, ressaltou o mediador Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed e da Fundação Unimed.
Para falar sobre os desafios do SUS, a coordenadora geral de Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Iris Vinha, apresentou o cenário atual e o que está previsto como ações de melhorias no setor. “Houve avanços na implantação de rede de atenção à saúde, a partir de 2011, mas ainda não ocorreu o enfrentamento mais amplo aos principais problemas desse modelo. Ainda temos muitos desafios. Nossos serviços podem melhorar na forma de gestão e oferta, mas muitos dos serviços públicos e filantrópicos já estão com a sua capacidade ocupada”.
Outro ponto destacado por ela, é de que há avanços no olhar de atenção especializada, com ações, como: policlínicas, articulação com a rede de urgência e emergência, redução de vazios assistenciais, ampliação das residências, telessaúde intensivo na atenção e na regulação, entre outros.
Para falar da perspectiva da saúde suplementar, o diretor executivo de Provimento da Seguros Unimed, Luís Fernando Rolim Sampaio, trouxe um panorama do atual cenário e elencou quatro itens de risco de insustentabilidade para o setor: modelo de atenção à saúde, fraudes e judicialização, evolução do marco legislativo regulatório e impacto da incorporação de tecnologias.
“Quando falamos em judicialização, por exemplo, temos 450 mil processos judiciais referentes à saúde”, comentou. “Além disso, nós temos, atualmente, um índice de sinistralidade acima da média. Precisamos trazer para um índice mais tolerável possível, para conseguirmos fazer investimento e termos uma possibilidade de crescimento a longo prazo”, completou.

















