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Home COVID-19

Terceira dose: como deve ser o futuro da vacinação?

Gonzalo Vecina por Gonzalo Vecina
2 de setembro de 2021
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Terceira dose: como deve ser o futuro da vacinação?
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As vacinas estão perdendo sua eficácia? Estudos estão sendo realizados em diversos países do mundo, e demonstram que seis meses após aplicadas, as vacinas apresentaram uma queda na produção de anticorpos. Todas têm apresentado esse resultado, embora algumas tenham um decaimento maior e que também piora devido à idade, pela ação do fenômeno já conhecido da imunossenescência. Essa queda é maior nas vacinas de vírus inativado do que nas de vetor viral e de RNAm (RNA mensageiro). 

Paralelamente a esse fenômeno, a variante delta, originada na Índia, está percorrendo o mundo e causando um grande estrago. Países como Israel, que já tem uma cobertura vacinal de cerca de 80% usando vacinas de RNAm, estão discutindo realizar outro lockdown. Os casos crescem e os hospitais estão ficando cheios. O fenômeno da reincidência mesmo em pessoas já vacinadas preocupa a todos. 

Nos EUA, na Europa, no sudeste asiático, incluindo a China, a nova variante está alarmando as autoridades sanitárias. A nova variante não é mais letal, mas tem uma capacidade de espalhamento muito superior às variantes anteriores. Ampliar a vacinação continua sendo fundamental, apesar da queda da proteção individual – é consenso que as vacinas diminuem os casos graves e mortes, mas nem sempre evitam os casos.

Assim, o aparecimento de uma variante capaz de se espalhar com mais facilidade conjugada a uma queda da proteção vacinal devido ao tempo decorrido após a vacinação, há cerca de seis meses, está causando muita preocupação em todo o mundo.

No Brasil, já está comprovada a transmissão local da delta em praticamente todos os estados. Foi ignorada a regra do isolamento e do controle de pessoas vindas de fora e em particular de países com transmissão alta da nova variante. Não que se conseguisse deter sua chegada, mas seria possível postergá-la um pouco mais com medidas simples adotadas nos pontos de entrada do país. 

Há os casos de viajantes que entraram por Cumbica, realizaram o RT-PCR, tiveram o resultado positivo e mesmo assim circularam pelo aeroporto e posteriormente se deslocaram para suas cidades de origem, e é lastimável que isso tenha acontecido.

Agora na cidade do Rio de Janeiro, que apresenta uma política de abertura do comércio mais ampla e sem muitas restrições, incluindo nas praias, está ocorrendo o esperado – cresce o número de casos provenientes do aumento do número de pessoas aglomeradas, e isso acaba lotando os hospitais e aumentando a mortalidade. E parece que o restante do país olha para isso meio estupefato e se pergunta – não chegará a nossa vez?

Nesse torvelinho, o ministro da saúde está discutindo se as máscaras são mesmo necessárias, sabendo que se trata de uma doença transmitida por aerossóis. Essa doença veio para ficar e as máscaras farão parte de nossa indumentária, ao que tudo indica. 

Esse vírus não desaparecerá, como não desapareceu o H1N1 de 2009. Porém, naquele caso, a letalidade era menor e também a capacidade de espalhamento. Também fomos rápidos para produzir uma vacina e até tínhamos um remédio – o oseltamivir. Hoje as poucas drogas candidatas a serem usadas no tratamento do Sars-Cov-2 são excessivamente caras e complexas de serem usadas. 

Frente a esse cenário tão pouco agradável, as autoridades sanitárias de vários países estão propondo uma terceira dose de vacina e também que essa dose seja heteróloga. Ou seja, de uma vacina diferente da usada como imunizante. E nas faixas etárias acima de 60 anos e nos portadores de comorbidades, que essa dose seja de vacinas de vetor viral ou de RNAm.

Essa proposta sempre suscita a discussão da eficácia das vacinas que utilizamos no Brasil. Por que usamos a Coronavac se ela tem uma eficácia menor? A resposta tem duas explicações – ela foi a primeira opção desenvolvida nacionalmente e com ampla possibilidade de aplicação e segundo que quando aplicada na população, é realmente efetiva.

O experimento de Serrana e a experiência do Chile e da Indonésia demonstraram a queda de 95% de mortes e de 86% de casos graves. A decisão de incluir a vacina nacional, aliás, não é novidade no Brasil. No início da vacinação contra a pólio, algo semelhante ocorreu entre o uso da Salk e da Sabin, sendo a primeira mais eficaz que a segunda frente a uma doença muito mais grave. Mas nós conseguimos erradicar a doença com a “pior” vacina, pois ela, ainda assim, era efetiva.

Neste momento de incertezas com relação às variantes, o contágio e as restrições, temos que fazer um reforço para poder continuar com a taxa de proteção elevada e para isso temos que continuar seguindo as indicações da ciência. 

Nossos cientistas deveriam ser acionados para montarmos um plano de ação que seja efetivo olhando sob a ótica da saúde, e que se afaste dessa discussão política para construir um consenso desejável sobre a questão da terceira dose. Precisamos entender com qual imunizante deve ser feito, com que periodicidade, para quais faixas etárias e quais as prioridades. E de quebra reforçar a recomendação da importância das medidas não farmacológicas de proteção individual, como o uso de máscara, do álcool em gel e de não aglomerar.

No meio dessa confusão, vale ressaltar a fala do diretor da OMS, Tedros Adhanom. Ele clama por mais igualdade na distribuição de vacinas. Países da África e mesmo das Américas, como o Haiti, quase não vacinaram ninguém e ele chama isso de um desastre ético e moral. Ele está certo, e o desastre é também sanitário, pois se o vírus continuar a circular nesses países, teremos novas variantes que irão se espalhar pelo mundo. Creio que Adhanom clama no deserto, mas que iremos nos arrepender de não o ter ouvido.

Tags: Covid-19Gonzalo Vecinaimunizaçãoterceira dosevacina
Gonzalo Vecina

Gonzalo Vecina

Médico formado na FM Jundiaí em 1977, mestre em Administração pela EAESP/FGV em 1986. Professor assistente da FSP/USP desde 1988. Fundador e presidente da Anvisa de 1999 até 2003. Secretário municipal de Saúde de São Paulo em 2003/2004. CEO do Hospital Sírio-Libanês de 09/2007 até 01/2016. Atualmente, dedica-se a atividades docentes na USP, no mestrado profissional da FGV e participa de alguns conselhos – Conselho Consultivo da Cristália, do Horas da Vida, da Fundação Faculdade de Medicina da USP, Conselho da Fundação José Luiz Egydio Setúbal. Coautor, com Ana Malik, do livro Gestão em Saúde, da editora GEN, já na segunda edição. Participa de palestras e consultorias sobre gestão em saúde e P&D&I.

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