A monetização dos serviços online se tornaram um grande atrativo para os chamados cibercriminosos. E a área da saúde tem sido um dos grandes alvos desse tipo de crime. A afirmação é de Eduardo Anselmo, executivo Global de Cibersegurança do Grupo Experian (Serasa Experian).
“Na saúde, há dados mais íntimos de pessoas expostas publicamente, que podem ser utilizados para fraudes e extorqui-las”, enfatizou o especialista, cuja equipe é responsável pela segurança de dados de pessoas que vivem no Brasil, nos Estados Unidos, no Reino Unido e em parte da Ásia.
De acordo com dados apresentados por Anselmo, durante a Semana da Governança da Seguros Unimed 2024, o Brasil sofreu 60 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos. Isso representa 42% da volumetria de ataque da América do Sul. Desse total, 357 mil ataques foram cada vez mais elaborados, como sequestro de dados.
“Vivemos, agora, o momento em que essas ações criminosas se conectam com a inteligência artificial. O Brasil, de acordo com o mapa sobre a proteção de dados, é visto como inseguro. Por isso, é fundamental que essas pautas estejam na pauta da alta liderança”, enfatizou.
LGPD em pauta
Outra questão muito relevante, segundo o executivo Global de Cibersegurança do Grupo Experian, é relacionada à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Ela ajuda na proteção de informações sensíveis, entretanto, uma empresa pode ser multada em até 2% do faturamento se não cumpri-la — limitado a R$ 50 milhões.
“Então, se um hacker quiser cobrar um valor do resgate inferior à multa da LGPD, muitas vezes, a empresa faz as contas para decidir se aceita ou não”, revelou Eduardo Anselmo, que finalizou sua apresentação no encontro com os principais erros que facilitam o vazamento de dados e os impactos disso na economia brasileira.