Fazer uma especialização fora do Brasil pode ser o sonho de muitos profissionais da área da saúde. Com inúmeras ofertas de cursos, alguns até exclusivos, mudar de país pode ser interessante para a sua carreira. Entretanto, antes de tomar essa decisão, é fundamental ponderar se essa escolha valerá mesmo a pena.
Investir em cursos voltados para a área acadêmica, por exemplo, é uma boa opção. Por outro lado, caso opte por cursos voltados para a parte prática da profissão, é fundamental ficar atento se ele poderá ser utilizado em território nacional.
“De maneira geral, quem deseja investir em uma especialização no exterior deve ponderar a relevância do curso para sua área de atuação e carreira. No entanto, o profissional deve dedicar considerável tempo e atenção para desenvolver um planejamento que leve em conta múltiplos aspectos que devem ser divididos em três momentos: o antes, o durante e o depois, cruzando a disponibilidade de recursos e tempo, nível do idioma, perfil, metas e resultados esperados”, comenta Alexandre Chiacchio, mestre em administração de empresas pelo IBMEC e consultor em educação internacional.
O que pensar antes de decidir fazer a especialização em outro país
Fazer uma especialização em outro país pode representar um grande avanço na carreira. Principalmente depois da conclusão da graduação, é comum que qualquer profissional procure meios para aprofundar seus conhecimentos e continuar sendo capaz de atender às exigências do mercado. No caso dos profissionais da saúde, a especialização torna-se ainda mais relevante. Para que essa experiência ocorra da melhor maneira possível, é preciso fazer uma escolha rigorosa e com cautela, para evitar desperdício de tempo e dinheiro.
“Primeiramente, considere a familiaridade com o idioma. Depois, pesquise sobre os países que mais investem em medicina, o custo de vida, o valor pago aos residentes (quando for o caso) e as melhores instituições ou centros médicos de valor científico reconhecido. Pesquise sobre a quantidade de publicações da instituição, os melhores cursos e instalações adequadas, além da área de interesse”, pontua Dilza Taranto, especialista em carreiras e consultora de RH.
Além disso, é necessário dedicar uma boa parte do planejamento para o período de retorno. Dependendo da conjuntura econômica e outros fatores mercadológicos, pode ser que o profissional necessite de mais tempo do que previu para se reposicionar. Contudo, estar ausente do mercado porque decidiu se aprimorar demonstra que você tem disposição para encarar novos desafios, flexibilidade para se adaptar a situações novas e não vê problemas em mudanças, além de estar aberto a um processo de aprendizagem contínua.

Saiba os prós e contras dessa decisão
Uma experiência no exterior pode acrescentar muito na carreira de um profissional da saúde, tanto em termos pessoais como profissionais. Porém, é fundamental ponderar sobre as diferentes culturais, realidades educacionais e profissionais. Leve em consideração todo o processo burocrático, pois, dependendo das equivalências da graduação, o profissional pode precisar de uma formação complementar.
Ao considerar todas essas peculiaridades, é possível escolher o melhor lugar para fazer a sua especialização – que te dará acesso às técnicas diferenciadas, as quais podem ser exclusivas de alguns centros internacionais. Algumas escolas recebem regularmente alunos de todo o mundo, o que permite uma grande troca de experiências e ajuda a ampliar a visão da profissão.
A rede de relacionamento construída durante o curso também tem grande valor e pode viabilizar trocas sobre as melhores práticas durante toda a carreira profissional. “É fundamental ter foco, determinação e disciplina em qualquer decisão. O investimento de dinheiro e tempo é alto, e precisa ser considerado o custo benefício.”, conclui Taranto.

















