O equilíbrio é a chave para o sucesso profissional e pessoal. Mesmo com essa ideia em mente, na prática, nem sempre é fácil para os profissionais da saúde encontrarem espaço na rotina corrida para dar a atenção necessária a todas as áreas da sua vida.
Com muitas horas dedicadas à carreira e a necessidade de manter os estudos atualizados, não é raro que momentos de lazer e vida social fiquem em segundo plano. Ainda que o tempo seja apertado, entretanto, dedicar-se a atividades não relacionadas ao trabalho é fundamental para manter a saúde física e mental, encontrar o bem-estar e até mesmo manter a produtividade no trabalho.
“Devido a rotina intensa, é ainda mais importante que o profissional de saúde busque atividades compensatórias”, explica Sharon Feder, psicóloga especializada em coaching de saúde e bem-estar da Carevolution.
Riscos pessoais e profissionais da sobrecarga
Componentes essenciais da felicidade, os vínculos afetivos e momentos de lazer são pontos-chave para que a pessoa se sinta realizada e motivada. O esgotamento físico e emocional, por sua vez, se refletem de diversas formas na vida de profissionais que se dedicam quase que exclusivamente à profissão.
“Quando é verificado um desequilíbrio, a percepção do bem-estar fica prejudicada e isso pode desencadear uma série de consequências, tais como solidão, infelicidade, depressão, estresse, baixa autoestima, problemas de relacionamento interpessoal e na família”, afirma Ana Paula Lima, consultora e coach da APLIMA CONSULTORIA.
Ao direcionar toda a sua energia para o trabalho, portanto, o profissional acaba por se isolar e se privar de momentos geradores de felicidade. Como consequência, a própria carreira é impactada negativamente, explica Sharon. “Altos níveis de estresse, competição e isolamento podem levar até a Síndrome de Burnout, que é uma das consequências deste ritmo atual: um estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho desgastantes e por falta de equilíbrio com a vida pessoal.”
A que sinais ficar atento?
A psicóloga indica alguns pontos a que ficar atento para verificar se está sofrendo com os efeitos da sobrecarga de trabalho:
– Sensação constante de negatividade e pessimismo;
– exaustão física e mental frequente;
– falta de vontade de participar de atividades sociais;
– dificuldade para concentrar-se no trabalho ou tarefas diárias;
– falta de energia para manter hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos;
– falta de sono regular;
– sentimento de que não está se dedicando o suficiente dentro e fora do trabalho;
– dificuldade para gostar de atividades que gostava anteriormente;
– alterações repentinas de humor, com muitos períodos de irritação;
– isolamento de pessoas significativas, como amigos e familiares.
E o que fazer?
“Em primeiro lugar, é importante estar consciente do quão fundamental é o equilíbrio entre as diversas áreas da vida. É necessário estar atento aos sinais, estabelecer metas pessoais e profissionais e um bom planejamento das rotinas diárias”, orienta Ana Paula.
Atividades de vida social, tempo dedicado à família e aos relacionamentos e momentos para se dedicar ao que gosta de fazer fora do trabalho são essenciais. São nessas ocasiões que o profissional descansa e se fortalece para cumprir seus papéis.
Da mesma maneira, Sharon explica que é preciso conseguir estabelecer limites, por exemplo de carga horária e utilização de celular e computador fora do seu expediente. “A melhor forma de fazer isso é organizando a agenda com dias e horários nos quais estará dedicado ao trabalho e outros reservados para vida pessoal. Desta forma, a pessoa se obriga a dividir seu tempo”, orienta.



















