
Economista, com títulos de Doutor Honoris Causa e Professor Honoris Causa (Ufes), Paulo César Hartung é um dos conselheiros independentes da Seguros Unimed. Eleito no final de 2025, ele foi um dos convidados a palestrar no Coopera+Realiza 2026, evento anual da Companhia no qual os 2 mil colaboradores são apresentados à estratégia para o novo ciclo. Na ocasião, ele concedeu uma entrevista ao Conexão Unimed. Confira a seguir:
Conexão – Quais são as suas expectativas como conselheiro e qual diferencial o senhor pretende trazer para a Seguros Unimed?
Paulo César Hartung – Tenho uma experiência muito peculiar devido à minha longa trajetória na vida pública combinada com diversas passagens no setor privado. Viver os dois lados em um país complexo como o Brasil é um diferencial. Como dizia Tom Jobim, ‘o Brasil não é para amadores’. Toda atividade econômica, dependendo ou não de regulamentação estatal, exige essa visão sistêmica.
Além da minha formação como economista, acompanho atentamente a conjuntura global e nacional em todos os seus aspectos. Por fim, trago a humildade de quem sabe que, em cada novo conselho, eu aprendo mais do que ajudo. É preciso mergulhar no setor e estudar relatórios. É uma estrada de mão dupla: contribuo com minha bagagem, mas recebo muito aprendizado em troca.
Conexão – O cooperativismo possui características próprias. Na sua visão, qual é o diferencial dele no mercado?
Hartung – Sou fã do cooperativismo há muitos anos e sempre apoiei esse setor em minha trajetória política. Uma cooperativa de café no interior do Espírito Santo, por exemplo, transforma entes individuais em uma força coletiva, dando consistência a um trabalho difícil que depende de fatores imprevisíveis, como o clima. A força do modelo cooperativista está na união: você junta indivíduos em prol de um objetivo coletivo.
Conexão – E, na sua opinião, qual é o principal desafio desse modelo de negócio?
O cooperativismo enfrenta um desafio permanente de governança. Ter conselheiros vindos de outros mercados ajuda nessa reflexão. É preciso equilibrar a essência democrática com uma gestão profissional e técnica.
Conexão – Na sua percepção, como a Seguradora pode cooperar com o crescimento das Singulares e o fortalecimento do Sistema Unimed?
Hartung – A Seguros Unimed é essencial não apenas pelo serviço que presta, mas pelo seu papel de liderança. Ela deve ser um espelho de boas práticas. O papel da liderança é emitir permanentemente exemplos de boa governança e resultados sólidos.
É uma empresa que tem se esmerado em mostrar que a gestão qualificada e a valorização de bons profissionais fazem a diferença. Ao evoluir em sua gestão, ela dissemina uma cultura de eficiência e modernidade para todo o Sistema Unimed.
Conexão – Qual é o maior desafio para as organizações nesse cenário de rápidas transformações tecnológicas?
Hartung – O desafio é desenvolver uma cultura de gestão atualizada, que busque suporte nas melhores tecnologias. Estamos vivendo um choque tecnológico brutal que mudou a vida humana. Nesse cenário, em vez de ter a certeza de que sabemos tudo, precisamos ter a dúvida e a disposição para aprender o tempo inteiro. O aprendizado contínuo é a única forma de navegar nas mudanças rápidas que o mundo nos impõe.
















