
A Unimed Porto Alegre inaugurou, na última segunda (24/04), um espaço inovador para acolher beneficiários com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGDs), e suas famílias: a Casa TEA. O projeto possui arquitetura voltada para a segurança e bem-estar de crianças e adolescentes com diferentes graus de autismo. São 620 m² de ambientes projetados a partir das necessidades desse público.
“É mais uma entrega da Cooperativa que materializa o seu propósito de cuidar das pessoas. O projeto nasceu da necessidade de um local diferenciado e inovador em Porto Alegre, com ambientes e equipes capacitados para o atendimento e acolhimento de pessoas e suas famílias que buscam atendimento adequado”, disse Márcio Pizzato, presidente do Conselho de Administração da Singular.
Concepção
A Casa TEA foi criada com base em estudos e, por isso, tem uma estrutura especial em relação às dimensões, acessibilidade, iluminação, tonalidade de cores, acústica, níveis de atividades, layout e fluxos. Tudo para minimizar o desconforto dos pacientes. A construção também foi feita junto à comunidade que escolheu o nome do local por meio de votação.
“Envolver pessoas que convivem com o Transtorno do Espectro Autista foi o que sustentou o projeto, uma vez que é essencial a compreensão e o entendimento de toda a rede necessária para o atendimento desse público a partir da visão de quem vive o TEA”, disse Marcelo Hartmann, diretor de Recursos e Serviços Próprios da Unimed Porto Alegre.

Humanização
A equipe de atendimento é formada por pediatras, especialistas em Terapia Ocupacional, Psicologia, Fonoaudiologia e Serviço Social. Dessa forma, a Cooperativa criou uma linha de cuidado voltado para o autismo que acompanha, de forma coordenada, a trajetória do paciente, estimulando o vínculo familiar e social, além da autonomia e independência.
TEA em números
Em 2022, a Unimed Porto Alegre atendeu 2,4 mil pacientes com TEA ou TGD. Só no primeiro trimestre de 2023, já foram atendidos 1,5 mil clientes — aumento de 67%. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês), uma em cada 36 crianças de 8 anos tinha TEA, em 2020, o que representa 2,8% da população dos Estados Unidos.
“Se fizermos a mesma proporção do estudo do CDC para a população brasileira, poderíamos ter aproximadamente 5,95 milhões de autistas no Brasil. Tais dados acendem um alerta para o tema e reforçam a importância de um espaço voltado a esse público”, ressaltou Marcelo Hartmann.

















