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Home Inovação e Tecnologia

As ciências ômicas e a desigualdade

Gonzalo Vecina por Gonzalo Vecina
19 de maio de 2020
0
As ciências ômicas e a desigualdade
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Em nosso último post discutimos o aparecimento desse novo campo – o das ciências ômicas – e falamos sobre a desigualdade. Mencionamos que a desigualdade se manifestava na posse de coisas. Em um primeiro momento, a posse da terra, e a partir da revolução industrial, pela posse dos meios de produção. Mas, basicamente, dada a ação do Estado, a consequência, principalmente em sociedades mais desenvolvidas, não tinha grande impacto no bem-estar dos cidadãos.

Ou seja, em países nórdicos, por exemplo, quem tem mais, ostenta o que tem, mas isso não implica em viver mais tempo ou melhor. Isso quer dizer que — garantindo as condições mínimas de bem-estar social — a desigualdade econômica não resulta no aparecimento de uma desigualdade biológica.

Mas isso pode estar prestes a mudar. O historiador israelense Yuval Noah Harari, autor de um best-seller muito recomendável para compreender a rota do homem no mundo – Uma Breve História da Humanidade –Sapiens, acaba de lançar um outro provável best-seller – 21 lições para o século 21.

É um livro muito desafiador e que deve nos fazer pensar no futuro da humanidade.  Uma das discussões que ele faz é sobre o que neste novo século nos diferenciará. No começo foi a posse da terra, depois os meios de produção. E agora?

O autor propõe que neste futuro que estamos construindo, a posse de dados será determinante. A computação e sua capacidade de processar dados em volumes cada vez maiores e produzir ações a partir desse processamento, o que vem sendo chamado de inteligência artificial – IA determinará a estrutura de poder no futuro.

Empresas como o Google e o Facebook nos entregam instrumentos que nós queremos e, em troca, nós entregamos nossos dados. Com este volume de dados de todas as pessoas e com IA, eles produzem o nosso consumo! Sem marketing, sem gasto em propaganda. Eu pergunto à máquina o que eu quero e a máquina me dá “a minha” melhor resposta. Isso é possível porque eu lhe dei dados que permitiram inferir a resposta. Ou seja, eu entreguei minha capacidade de decisão a um algoritmo.

Esse fenômeno já avança a passos largos na medicina, por exemplo na área de diagnóstico por imagens. Grandes bancos de imagens já são hoje capazes de selecionar imagens que devem ser priorizadas para análise. Já estamos muito próximos desses bancos de imagens conseguirem fazer os principais diagnósticos. E isso é verdade para várias outras áreas, como a anatomia patológica, como o direcionamento do tratamento de um evento de sepse nas UTIs, etc.

Tudo isso é muito bom, não é? Sim, sem dúvida, mas voltemos à ciência ômica. O que está para acontecer? A partir dos conhecimentos oriundos de uma imensa base de dados sobre a genômica da humanidade e de suas consequências, estamos começando a descobrir drogas cada vez mais específicas para determinadas situações clínicas. Se está caminhando para a prática de uma medicina chamada de 4.0 ou de medicina de precisão. Já se sabe qual tipo de estatina produz menos rabdomiolise de acordo com a genética da pessoa. E já existem muitos outros marcadores para uso de muitos medicamentos. A técnica CRISPR – Cas9 permite hoje manipulações genéticas em material viral que introduzidas no ser humano produzem reparações genéticas que curam doenças incuráveis.

Ótimo! Qual o problema? Aqui se entra em terreno pantanoso – a diferença entre preço e custo. O fato é que esses tratamentos estão sendo vendidos a um preço proibitivo e os estados estão tendo que criar alternativas para garantir o acesso de seus cidadãos a essas drogas e técnicas. É um caminho em construção e com resultados sofríveis.

Mas a questão, na verdade, é onde isso tudo vai desaguar, ou seja, em um conjunto de conhecimentos que em um tempo muito próximo permitirá ao ser humano fazer escolhas que mudarão radicalmente sua biologia e sua capacidade de sobreviver no mundo.

Yuval menciona a possibilidade de serem criadas técnicas de especiação, ou seja, de selecionar características biológicas que produzirão seres humanos mais capazes para sobreviver ou viver melhor. A posse de dados que são de todos e poderão ser utilizados por alguns possibilitará produzir uma desigualdade biológica, muito diferente da desigualdade econômica de hoje.

Acho que temos que acordar para esta nova onda tecnológica que estamos gerando. É urgente pensar um modelo para gerir a posse e o uso de dados antes que a próxima onda vire um tsunami.
Estamos frente à possibilidade de construir um mundo novo e muito mais desumano!



Gonzalo Vecina Neto – professor assistente da FSP/USP e do mestrado profissional da FGV  gvecina@uol.com.br
Tags: Ciências ômicasDesigualdadeDiagnósticoIAInteligência Artificial
Gonzalo Vecina

Gonzalo Vecina

Médico formado na FM Jundiaí em 1977, mestre em Administração pela EAESP/FGV em 1986. Professor assistente da FSP/USP desde 1988. Fundador e presidente da Anvisa de 1999 até 2003. Secretário municipal de Saúde de São Paulo em 2003/2004. CEO do Hospital Sírio-Libanês de 09/2007 até 01/2016. Atualmente, dedica-se a atividades docentes na USP, no mestrado profissional da FGV e participa de alguns conselhos – Conselho Consultivo da Cristália, do Horas da Vida, da Fundação Faculdade de Medicina da USP, Conselho da Fundação José Luiz Egydio Setúbal. Coautor, com Ana Malik, do livro Gestão em Saúde, da editora GEN, já na segunda edição. Participa de palestras e consultorias sobre gestão em saúde e P&D&I.

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