Quando a assistência domiciliar pode ser uma boa opção?

Tempo de leitura: 3 minutos(Atualizado em: 26 de novembro de 2018)

Entre as possibilidades de assistência estão, por exemplo, serviços de internação, reabilitação, cuidados paliativos e visitas domiciliares, explica Fábio Leonel, responsável pelo NADI – Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar do HC-FMUSP.

Flávia Camargo, gerente médica do serviço de pacientes crônicos do Hospital Israelita Albert Einstein, coloca que essa é uma opção utilizada também nos casos de treinamento de cuidador, para que o paciente e a família possam contar com uma passagem menos abrupta do ambiente hospitalar para o doméstico. “Essa é uma medida de curto prazo que garante uma transição mais adequada, pois a família pode se preparar melhor para a nova condição. É uma maneira de construir pontes para que o paciente vá para casa com segurança.”

Os níveis de atenção à saúde, de acordo com sua complexidade, são divididos em três modalidades. A AD1 é destinada, por exemplo, a pacientes com problemas de saúde controlados ou que necessitem de cuidados de menor intensidade. A AD2 diz respeito a pacientes com necessidade de maior frequência de cuidado ou que exigem mais recursos de saúde. A AD3 é destinada àqueles que, além dessas características, também fazem uso de equipamentos específicos.

“A assistência domiciliar está ligada a um processo de desospitalização, que busca que a pessoa passe o menor tempo possível dentro do hospital”, explica o profissional. Essa visão objetiva desde a humanização do atendimento e conforto do paciente até a menor sobrecarga de leitos hospitalares.

 

O que é preciso para que a assistência domiciliar seja considerada uma opção

Definir se essa é a melhor opção para o atendimento de um paciente exige a avaliação de uma série de fatores por uma equipe técnica especializada. O processo pode envolver a indicação de um médico, a avaliação da prestadora do serviço e também da operadora de saúde, se houver. “Cada caso é avaliado de acordo com as necessidades do paciente. É bastante individualizado”, explica Flávia.

Para que a assistência domiciliar seja considerada uma opção, é preciso, primeiramente, que o paciente obedeça a um critério clínico: ele precisa apresentar um quadro estável de saúde. “A principal limitação desse atendimento é a falta de estrutura 24 horas, que só um hospital pode oferecer. Há patologias que necessitam dessa atenção especial”, explica Leonel.

Além disso, é necessário que haja um cuidador no domicílio, ou seja, alguém que se responsabilize pela saúde do paciente. Também é importante que o perímetro da moradia seja de acesso possível à equipe de atendimento.

 

As principais vantagens  

“Para o paciente, quando é possível a assistência domiciliar, a reinserção no seu contexto de vida é a principal vantagem”, explica Flávia. Deixar o hospital e voltar ao ambiente do lar, explicam os profissionais, pode trazer benefícios à recuperação do indivíduo.

Além disso, Leonel enfatiza a humanização do serviço, já que, no contexto doméstico, a equipe tem a oportunidade de dar um atendimento mais individualizado e também ter acesso a outras informações sobre vida do paciente, que podem impactar positivamente o tratamento. “A equipe ganha, ainda, no desenvolvimento da interdisciplinaridade, pois é necessário que o trabalho seja realizado em conjunto por diversos profissionais, como médicos, nutricionistas e fisioterapeutas. Essa interação é muito boa”, opina o profissional.

Em relação ao sistema de saúde, é possível, principalmente, a otimização do uso dos leitos hospitalares. “Com o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas, é importante que haja a racionalização dos custos na saúde”, afirma Flávia.

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